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A voz do mundo e o escritor
29 dom 2010 14:21 | Sem Comentários -
Texto sob o efeito de música
22 dom 2010 14:55 | Sem Comentários -
Anotações do Caderno Escuro de Frieditz
15 qui 2010 21:11 | Sem Comentários -
Dei por mim já adulto
14 seg 2010 23:06 | 5 Comentários -
O vento que insiste em bater no vidro dos olhos
24 seg 2010 18:57 | Sem Comentários -
Não trouxe nenhum raio comigo
11 ter 2010 17:40 | Sem Comentários -
De escritor e de loucos, quantos de nós temos, de cada um, um pouco?
23 sex 2010 17:21 | Sem Comentários -
E depois não sabem o motivo da enxaqueca dos vendavais
23 sex 2010 14:03 | Sem Comentários -
O escritor finge que se esquece de si mesmo
20 ter 2010 12:14 | Sem Comentários -
O universo cabe dentro de dois corpos que trocam estrelas cadentes
20 ter 2010 12:09 | Sem Comentários
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De escritor e de loucos, quantos de nós temos, de cada um, um pouco?
Publicado a 23 de abril de 2010 | Nenhum Comentáriode escritor e de loucos quantos de nós temos de cada um um pouco? se ao andar pelas ruas ao tentar distrair-me crónicas, contos, romances, poesias debatem-se na imaginação, lutam tanto desespero pelo espaço tanta discussão, frenesi, enfim, forma-se um tumulto pela atenção que só... -
E depois não sabem o motivo da enxaqueca dos vendavais
Publicado a 23 de abril de 2010 | Nenhum ComentárioUm homem sentado à varanda com um cão ao lado: eis a imagem da serenidade de uma tarde enevoada na qual, não muito distante, o barulho intermitente de uma enxada insiste em demonstrar o movimento do mundo. As nuvens estão a descansar, coitadas, da brincadeira... -
O escritor finge que se esquece de si mesmo
Publicado a 20 de abril de 2010 | Nenhum ComentárioEscrever é riscar com as unhas o vento que bate ao rosto, com gestos estranhos, muitas vezes exagerados, quase sempre incompreensíveis à maioria das pessoas. Porém, ao prestar-se mais atenção, vê-se sempre no rosto do escritor um certo sorriso de lado, uma certa ironia, algum... -
O universo cabe dentro de dois corpos que trocam estrelas cadentes
Publicado a 20 de abril de 2010 | Nenhum ComentárioLuzes e mais luzes a piscarem no alto dos montes: carros que indiscretamente procuram a discrição nos ermos da aldeia. Cá embaixo, nós, simples mortais desabituados ao isolamento, neste universo horizontal e fraldário, invejamos-lhos a audácia simples e a solidão escolhida. Casais que se escondem... -
Da minha falta de franciscanidade
Publicado a 20 de abril de 2010 | Nenhum ComentárioSonhei que andava numa loja de animais escura e entulhada de coisas, comprando dois peixes Acarás-Bandeira de cor lilás para juntar aos dois vermelhos que eu já tinha em um aquário na minha casa do sonho. Depois, comprei dois gatos negros e raiados de cinza... -
Cada livro é um saco cheio de coisas
Publicado a 19 de abril de 2010 | Nenhum ComentárioEu gastando tantas letras e a pensar que deve haver um limite no Infinito, visto que no infinito não há tempo e as coisas por lá todas terminadas, em sua forma definitiva. Jogassem-me lá e eu perguntava — Olha, quantas letras eu escrevi? No entanto,... -
Do tamanho e do peso das coisas
Publicado a 19 de abril de 2010 | Nenhum ComentárioDisse a minha mãe, agora ao almoço — Lembro-me perfeitamente do gosto de um queijo que eu comi há quarenta anos na Igreja então passei a lembrar dos gostos e cheiros que também guardo perfeitamente, dos quais basta uma palavra para que retornem ao nariz... -
Da impossibilidade de acertar os relógios
Publicado a 17 de abril de 2010 | Nenhum ComentárioQual a idade do tempo? Qual não seria a alegria de assistir ao primeiro segundo de sua existência? E nós, seres humanos, cativos do tempo, sem poder imaginar como seria antes desse primeiro segundo, o que havia, o que haveria de estar em semente na... -
Matei o meu marido sim senhor
Publicado a 17 de abril de 2010 | Nenhum ComentárioMatei o meu marido sim senhor, e daí? Andava já ressequida pela vida, abandonada junto aos móveis da casa e (casa? isto não se parece com uma) já não esperava nada de ti Pedro Afonso, nada, pois só ouvia-te a chamar-me pelo nome quando chegavas... -
Breves instantes quotidianos, seguidos de um ponto final.
Publicado a 16 de abril de 2010 | 3 ComentáriosUma tempestade sem tamanho, que desaba do céu sobre as cabeças loiras e castanhas das casas, faz com que o cão, protegido e com os olhos fixos nas nuvens, ladre intumescido e rosne impropérios a um São Pedro irado. Os animais não aceitam a prisão... -
Um breve torpor dionisíaco
Publicado a 16 de abril de 2010 | Nenhum ComentárioSentei-me rente à lareira. Sinto o sabor efervescente do tinto na boca; solto a fumaça, antes aprisionada no cigarro, para que se junte ao lume e suba chaminé acima e, depois, vencido pela ociosidade, sinto o calor a queimar o rosto e aquiescer as ideias.... -
A lâmina que corta a minha vida
Publicado a 16 de abril de 2010 | Nenhum ComentárioMais um momento divisor se aproxima, dois dias adiante. O que corta minha vida sempre em duas partes (e tudo isto tem a ver com a geografia) se parece com uma faca de cortar pão: tanto pela rudeza e agressividade da lâmina, quanto pela simplicidade... -
Dos homens e das tempestades
Publicado a 16 de abril de 2010 | Nenhum ComentárioO vento chega à frente, como se fosse um pequeno mito anunciando uma deusa mais poderosa que se aproxima: a chuva forte, impetuosa, irresistível. As nuvens bradam em homenagem, anunciantes, faiscando com violência para avisar que com a natureza não se brinca, e toda ela... -
O quebra-cabeças que dá valor à existência
Publicado a 15 de abril de 2010 | Nenhum ComentárioComeço a acreditar que as coisas que duram para sempre são aquelas que experimentamos e planejamos na infância. Os projetos, as brincadeiras, as pessoas que fizeram parte de nossa vida nessa época, tudo isto, por mais que tenha havido distância entre as pessoas ou que...










