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	<title>Cidade Solitária</title>
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		<title>A voz do mundo e o escritor</title>
		<description><![CDATA[Uma esplanada de café é um lugar perfeito. Pode-se observar o vento a dançar as folhas, os carros a transportarem problemas grudados à força em testas enrugadas, crianças inconscientes do barulho que fazem por serem ainda as donas do mundo, conversas que chegam misturadas e...]]></description>
		<link>http://cidadesolitaria.com/2010/08/29/1869/</link>
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		<title>Texto sob o efeito de música</title>
		<description><![CDATA[A vida em dados momentos me parece triste. Os familiares, os amigos, os amores, acontecimentos que se vão, excepto da memória. Olhamos os móveis e sentimos as marcas que ficam, o que os olhos dos que já não estão ao pé de nós olharam e...]]></description>
		<link>http://cidadesolitaria.com/2010/08/22/texto-sob-o-efeito-de-musica/</link>
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		<title>Anota&#231;&#245;es do Caderno Escuro de Frieditz</title>
		<description><![CDATA[(1) Não acreditamos no mundo à nossa volta. Acreditamos em nossos medos, ódios, anseios, em nossos problemas. De certa forma, substituímos o mundo real e independente de nós pelos nossos sentimentos interiores. O mundo externo torna-se apenas um lugar onde podemos colocar os pés, uma...]]></description>
		<link>http://cidadesolitaria.com/2010/07/15/anotaes-do-caderno-escuro-de-frieditz/</link>
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		<title>Dei por mim já adulto</title>
		<description><![CDATA[Um casulo de solidão em torno, uma nódoa de vazio nos panos brancos da alma, uma escada que sobe infinitamente para dar em qualquer lugar desconhecido; eis o quadro pendurado na parede rachada e antiga que encaixota o ser estirado sobre o chão, um chão...]]></description>
		<link>http://cidadesolitaria.com/2010/06/14/dei-por-mim-j-adulto/</link>
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		<title>O vento que insiste em bater no vidro dos olhos</title>
		<description><![CDATA[Sempre tive associações com o vento. Lembro-me de tardes em que ficava sentado na calçada de cimento entrecortado por sombras de amendoeiras e de repente tenho as amêndoas brasileiras amargas e imastigáveis, sem que eu atine com o motivo de se chamarem amêndoas a caírem...]]></description>
		<link>http://cidadesolitaria.com/2010/05/24/o-vento-que-insiste-em-bater-no-vidro-dos-olhos/</link>
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		<title>Não trouxe nenhum raio comigo</title>
		<description><![CDATA[Noite passada, eu arrumei a cadeira junto ao muro que dá para a rua (um murinho baixo, com grades proporcionais). Levei comigo cigarros, uma chávena de café e um copo de vinho branco. Sentei metade de mim debaixo da varanda e a outra metade sob...]]></description>
		<link>http://cidadesolitaria.com/2010/05/11/nao-trouxe-nenhum-raio-comigo/</link>
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		<title>De escritor e de loucos, quantos de nós temos, de cada um, um pouco?</title>
		<description><![CDATA[de escritor e de loucos quantos de nós temos de cada um um pouco? se ao andar pelas ruas ao tentar distrair-me crónicas, contos, romances, poesias debatem-se na imaginação, lutam tanto desespero pelo espaço tanta discussão, frenesi, enfim, forma-se um tumulto pela atenção que só...]]></description>
		<link>http://cidadesolitaria.com/2010/04/23/de-escritor-e-de-loucos-quantos-de-ns-temos-de-cada-um-um-pouco/</link>
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		<title>E depois não sabem o motivo da enxaqueca dos vendavais</title>
		<description><![CDATA[Um homem sentado à varanda com um cão ao lado: eis a imagem da serenidade de uma tarde enevoada na qual, não muito distante, o barulho intermitente de uma enxada insiste em demonstrar o movimento do mundo. As nuvens estão a descansar, coitadas, da brincadeira...]]></description>
		<link>http://cidadesolitaria.com/2010/04/23/e-depois-no-sabem-o-motivo-da-enxaqueca-dos-vendavais/</link>
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		<title>O escritor finge que se esquece de si mesmo</title>
		<description><![CDATA[Escrever é riscar com as unhas o vento que bate ao rosto, com gestos estranhos, muitas vezes exagerados, quase sempre incompreensíveis à maioria das pessoas. Porém, ao prestar-se mais atenção, vê-se sempre no rosto do escritor um certo sorriso de lado, uma certa ironia, algum...]]></description>
		<link>http://cidadesolitaria.com/2010/04/20/o-escritor-finge-que-se-esquece-de-si-mesmo/</link>
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